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domingo, 27 de dezembro de 2009

Brinquedos arrecadados no Natal Ecoambiental são entregues a crianças do Guamá

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) entregou, na manhã desta quarta-feira (23), todos os brinquedos arrecadados durante o Natal Ecoambiental, realizado na praça Milton Trindade, também conhecida como Horto Municipal, para crianças da Comunidade Riacho Doce, no Guamá.Estiveram presentes o Secretário Municipal de Meio Ambiente, José Carlos Lima, técnicos da Semma e membros da Rede Voluntária de Educação Ambiental (Revolea) . A festa também teve a participação do Papai Noel.O representante da Semma na Rede Voluntária de Educação Ambiental (Revolea),Evandro Ladislau, explicou que o Movimento iniciou-se em junho e conta com o apoio de entidades comunitárias e associações de moradores do bairro. A técnica da Coordenadoria de Educação Ambiental e Desenvolvimento Comunitário (CEADC) da Semma, Acácia Rodrigues, aproveitou a oportunida para lembrar a todos que o significado maior do Natal não é a troca de presentes e sim o nascimento de Jesus Cristo pois “Ele cuida de cada um de nós todos os dias. Quando estamos doentes, restabelece nossa saúde e cura feridas.”O Secretário José Carlos Lima destacou a alegria da Semma e da Prefeitura Municipal de Belém com a arrecadação dos brinquedos, incentivando as crianças a estudar e acreditar nos seus sonhos para conseguirem o que desejam. "O espírito do Natal está dentro de cada um de nós. Basta ouvirmos nosso coração. Feliz Natal e Viva Jesus Cristo!”, declarou o titular da Secretaria.Papai Noel foi o último a fazer uso da palavra. O bom velhinho pediu para que as mães não deixem de levar seus filhos à escola para aprender tudo sobre a Educação Ambiental. “A Mãe Natureza chora devido ao degelo das calotas polares! Em nome de todos os colegas da Semma desejo um Feliz Natal a todos!”. Em seguida, foram distribuídas fichas e formadas filas para a distribuição dos presentes.Roberta Melo, coordenadora do CEADC, e mulheres do bairro, ajudaram a entregar os brinquedos.

Texto: Ricardo Teixeira / Ascom Semma
Edição: Comus

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Terra pede socorro! O Homem pede socorro!

A Terra pede socorro! O Homem pede socorro!Grandes terremotos na China... Ciclones em Mianmar... Furacões no Caribe... Tsunamis na Ásia, incêndios na Austrália, Califórnia... Falta d’água na Austrália... Inundações na China, Alemanha, Coréia, Peru, Espanha, Paquistão, Brasil...
Essas são mensagens de catástrofes naturais que diariamente nos chegam das mais variadas partes do mundo, e de tal forma já incorporadas ao nosso dia a dia, que não nos causam mais tanto espanto.Existe até o “Dia Internacional para Redução de Catástrofes Naturais”, criado pela ONU em 1989 e que é sempre comemorado na segunda quarta feira do mês de Outubro! Apesar disto, segundo relatórios da própria ONU e Cruz Vermelha Internacional, nos últimos 10 anos o número de catástrofes naturais aumentou em 60% e o número de mortes passou de 600 mil para 1 milhão e 300 mil pessoas! Só o Tsunami na Ásia matou 230 mil pessoas e os recentes ciclones em Mianmar na Ásia e terremotos na China mataram mais de 150 mil pessoas. Esses números são catalogados como catástrofes naturais e tendem a aumentar a cada mês.Apesar da seriedade da situação, a Terra continua também a receber diariamente as notícias sobre a contínua devastação da floresta amazônica, vazamentos de óleo nos mares, derretimentos das grandes geleiras, buracos na camada de ozônio, poluição dos ares e águas, aquecimento global e esgotamento dos recursos naturais.A pergunta é: Como mudar este quadro? O que fazer para deter esta onda destrutiva? Em primeiro lugar, temos que entender e escutar!A Terra pede socorro!A desvalorização do ser humano, o aumento das drogas, o efeito devastador do desequilíbrio ecológico, a perda da dignidade, a inversão dos valores sociais, o aumento da massa humana sem rumo, a fome, as desigualdades sociais, os preconceitos, as guerras, o terrorismo, a globalização da miséria, o medo, a incerteza do futuro, tudo isto cria uma névoa espessa de energia negativa em volta de nosso mundo. É a aura doente do planeta como conseqüência de milhões de auras humanas doentias.Tudo está ligado! A degradação do ser humano e a do planeta estão intimamente unidos e da mesma forma as soluções para o problema. A Terra pede socorro!A Terra está sendo saqueada e ela é a nossa casa! Nos separamos da Natureza e o antigo impulso de viver dentro dela, cedeu espaço ao impulso de conquistá-la. O progresso materialista e tecnológico sem cuidados e muitas vezes sem ética e moral tem um preço alto. Nietzche já dizia que voltar à Natureza não significa ir para trás e sim para a frente! O caminho é recuperar a nossa própria natureza, praticar pequenos gestos de boa vontade, amor e fraternidade e limparmos a energia podre parada ao nosso redor. A Terra pede socorro!─ Ajuda-me, diz ela, a dissipar essa nuvem escura que está ofuscando a luz, exaurindo minhas forças acabando com minha vida! Não entendem que a minha morte é de vocês?É a mãe pedindo para que seus filhos escutem seu apelo. A seu modo, ela está gritando aos quatro ventos, mas o Homem está tão desequilibrado que perdeu a capacidade de ouvir. Ele vê a tragédia, mas não ouve o pedido de socorro dentro da própria tragédia.Tudo é energia, tudo é uma simples equação de ação e reação. Trate bem que será bem tratado! Destrua e será destruído! Ame e será amado! Plantar e colher! Esta regra vale para qualquer situação, desde uma simples equação de física elementar ou convivência pessoal até uma relação Homem-Homem ou Homem-Terra. Dar e receber! É tão simples! Dar coisas boas e receber coisas boas! Dar ódio, destruição e receber ódio e destruição! É uma regra válida para tudo e para todos! Vale para o microcosmo e para o macrocosmo da mesma forma. É uma lei cósmica! Não adianta o Homem querer mudá-la ou fazer emendas como uma constituição qualquer, que possa ser adaptada a favor de quem quer que seja. É uma lei simples, mas de uma força descomunal. Temos o livre arbítrio de segui-la ou não. Nós decidimos o nosso futuro. A Terra pede socorro! O Homem pede socorro! Qualquer pessoa que escutar este pedido será capaz de atrair uma série de pequenos eventos que podem modificar o mundo ao seu redor! Tudo é energia e sua presença é sentida em qualquer local do mundo. Faça bom uso de sua energia, pratique o amor incondicional, aquele que não faz distinções ou preferências. Respeite a si mesmo e tudo ao seu redor. A Terra pede socorro! O Homem pede socorro! Nós temos um compromisso conosco e com as futuras gerações. Vamos praticar pequenas mudanças e melhorias. Vamos dar atenção aos que estão à nossa volta e estar atentos às oportunidades diárias ao nosso lado. Vamos, enfim, atender ao apelo que está no ar e com esses pequenos gestos constantes, cumprir com nossa missão. Um sorriso, uma palavra amiga, um saco plástico a menos no lixo, uma árvore a mais preservada, uma pessoa a menos sem fome, enfim, são milhares de coisas simples ao nosso alcance. Não existe uma medida grandiosa e isolada. Melhorar o Homem trará como resultado direto a melhoria do planeta. É só energia! Comece a mudar você mesmo! Comece a mudar poucas pessoas ao seu redor. Estas mudarão outras e logo esta energia benéfica se espalhará e fará diferença. Atitude é tudo. Esta é a única saída. Não existe uma forma de termos uma Terra sadia com o ser humano doente. Isto não é religião, não é misticismo, não é baboseira nem crendice. É real. É científico. É energia. É física aplicada. É a verdadeira ciência que deixamos para trás. Temos o poder ao nosso alcance e a chance de reverter o desastre ainda está em nossas mãos. Cada um de nós comece já esta mudança, pois o tempo está acabando. A hora é agora. Ouça os pedidos de socorro e faça sua parte. Pense nisso e não transfira a culpa para ninguém.

Célio Pezza
E-mail: books@cpezza.com

Consemma discute problemas que interferem no equilíbrio ambiental de Belém

A 7ª reunião extraordinária do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemma) realiuzada nesta quarta-feira (16) discutiu entre outros temas a regulamentação para definição de empreendimentos de baixo impacto, deliberação sobre a participação do Consemma no processo de recuperação da área do Retroporto de Belém e apreciação do texto do Decreto de Implantação da Área de Proteção Ambiental de Belém.
Participaram da reunião, presidida pelo titular da Semma, José Carlos Lima, a gerente ambiental da Companhia Docas do Pará (CDP), Margarida Azevedo, a representante da Associação Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Luiza Gusmão e a historiadora do departamento de Patrimônio da Secretaria de Estado de Cultura,Lélia Fernandes,além dos técnicos da secretaria municipal de Meio Ambiente. O conselheiro Eduardo Turiel do Nascimento, representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB/PA), falou sobre a ocupação desordenada do retroporto de Belém. Retroporto é o nome que se dá à área de armazenagem e administração de cargas que chegam ao porto. Atualmente os retroportos recebem os produtos acondicionados em contêineres, que depois de registrados e desembaraçados pela Fiscalização Aduaneira, são levados em caminhões até o seu destino. “A tendência é reocupar antigas áreas e que atualmente são cedidas a outras empresas. Para isso, a participação da Semma é fundamental. Antes só tínhamos parceria com a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e Secretaria de Estado de Cultura (SECULT)”, disse Turiel. Os planos para o Retroporto de Belém e as implicações ambientais que este representa para a cidade, principalmente por causa do vazamento de óleo e o assoreamento da área de manobra do porto, próximo ao mercado do Ver-o-Peso, foram apresentados pela representante da CDP,Margarida Azevedo . Luiza Gusmão, da Antaq, solicitou a intervenção da Semma no desembarque de produtos derivados de petróleo no Terminal Petroquímico e Porto de Miramar, localizado na margem direita da baía de Guajará e a uma distância de 5 km do Porto de Belém. A historiadora Lélia Fernandes,da Secult, apresentou aos conselheiros o parecer do seu departamento sobre o problema do Porto de Belém e informou que dia 29 de outubro foi assinado um acordo com a CDP para o desmonte dos armazéns 11, 12 e cinco guindastes, que devem ser remontados, conservados e destinados a novo uso em outra área da orla da cidade. Durante a reunião, Roberto Pinheiro, técnico do Núcleo de Assuntos Jurídicos (NSAJ) da Semma, apresentou exposição sobre o Plano Diretor do Município, destacando as Zonas do Ambiente Natural (ZAN) de Belém. Ele destacou que 95% da ocupação humana está localizada na cidade e 65% da área territorial é representada pela região das ilhas, denominada de território insular. Elas concentram a maior área vegetal do município. “O diagnóstico técnico da Semma aponta uma segmentação do solo, cuja cobertura vegetal é composta principalmente por palmeiras de açaí e árvores de grande porte.
Nos últimos 10 anos, o crescimento demográfico promoveu a urbanização do distrito de Icoaraci e ilhas de Outeiro, Cotijuba e Mosqueiro, ocasionando desmatamento da flora e conseqüente desequilíbrio ambiental. O Plano Diretor Urbano prevê a implantação e manutenção de Áreas de Proteção Ambiental (APAs) para neutralizar as emissões de gases causadores do efeito estufa dentro. Isso fará com que Belém traga resultados positivos para os debates sobre mudanças climáticas e seja considerada uma metrópole pioneira no modelo de gestão ambiental”, destacou Roberto. O presidente da mesa, José Carlos LIma, afirmou que as queimadas causadas pelos loteamentos e a construção civil aceleram a ocupação, trazendo degradação para as regiões desmatadas. “É preciso convidar a Câmara Municipal de Belém e outras entidades para iniciarmos as discussões sobre o conceito de desenvolvimento sustentável, o que facilitará o processo de fiscalização”, enfatizou o titular da Semma.

Texto: Ricardo Teixeira/ Ascom Semma
Fotos: Cleiton Palmeira
Edição: Comus